Mostrando postagens com marcador Acolhimento cristão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Acolhimento cristão. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

MINISTÉRIO DA ACOLHIDA

MINISTROS DA ACOLHIDA


1. O Ministério da Acolhida tem a função de receber bem e ir ao encontro das pessoas, com o objetivo de integrá-las na celebração, na comunidade, na paróquia ou na diocese, para que sejam membros vivos e atuantes do povo de Deus, através de uma vivência de comunhão e participação, em vista da missão.

2. Tem como missão, acolher os fiéis no diversos momentos da vida da comunidade;

Acolhida na porta da Igreja:

3. Se as pessoas ao chegarem na porta da Igreja, não encontrarem ninguém para acolhê-las, na comunidade, estará faltando algo muito especial: O AMOR. O ministro da acolhida tem a responsabilidade de ser a primeira pessoa da comunidade a transmitir as pessoas o amor do Senhor. Seja através de um sorriso, de um olhar, de um abraço, cada um com seu jeitinho, com seu carisma tem muita importância.

4. Precisamos entender que é IMPORTANTÍSSIMO que o ministro, fique na porta o tempo TODO de duração da celebração, nós não sabemos quando o Senhor irá enviar aquele irmão, que inclusive, é imagem e semelhança de Deus e precisará ser acolhido.

5. Estando o tempo todo nas portas, cuidar para participar atentamente da celebração, não conversar, nem distrair as pessoas com ruídos.

6. O ministro da acolhida tem também a missão de zelar pelo bom andamento da celebração, impedindo que pessoas más intencionadas, ou sem condições normais atrapalhem a celebração.

7. O ministério da acolhida precisa ser um ministério estruturado, que faça reuniões semanais e tenha seus próprios integrantes. Use sempre seu jaleco e acolha em nome da Igreja.

A coleta

8. Esta é uma função que poderá ser realizada pelo ministros da acolhida.

Entrega de lembrancinhas, jornal ou folhetos


9. O ministro da acolhida terá a função de na saída entregar também o material necessário por parte da comunidade, para tanto deve estar até o final de celebração e organizar-se com antecedência.


Acolhida aos novatos


10. Especialmente quando chegam novas pessoas a comunidade, que o ministro além de acolher bem, ainda se coloque a disposição para ajudar e orientar no novo ambiente.
Texto do site da diocese de Joinville www.diocesejoinville.com.br

sábado, 9 de fevereiro de 2008

ACOLHER BEM AINDA É UM DESAFIO PARA A IGREJA CATÓLICA.

Helena Corazza
Um dos grandes desafios da Igreja Católica no Brasil hoje é acolher bem os fiéis para que eles possam se sentir integrados às comunidades paroquiais e se engajar em algum trabalho. Muitos se queixam da frieza de padres e secretários(as) paroquiais. Há estudiosos que acreditam que o acolhimento seja um dos fatores que leva algumas pessoas a buscarem abrigo em Igreja evangélica. Para orientar melhor esse trabalho, a jornalista, integrante da equipe de reflexão do setor de comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), escritora e religiosa, Helena Corazza, lançou o livro “Acolher é comunicar – como trabalhar com o ministério da Acolhida”, (Paulinas)

1. O que é uma boa acolhida?
Uma boa acolhida, na verdade, é uma atitude. Não são técnicas, não é só organizar para que tudo esteja certinho. É também isso, mas é sobretudo uma atitude das pessoas que acolhem. Nesse sentido, coloco uma boa acolhida como uma atitude constante de abertura ao outro.

2. Quais as principais falhas na área da acolhida na Igreja Católica no Brasil?
Acolhida ainda é um problema, porque existe um contexto todo diferenciado no mundo de hoje. O que nos desafia na questão acolhida atualmente são as mudanças sociais, políticas, econômicas, a mobilidade social, a migração. Então, a Igreja tem que se reposicionar em relação a uma série de coisas. Há um contexto que desafia, sobretudo a Igreja católica, que sempre teve seu público muito certo, muito previsto, muito ensinado, e que hoje não responde mais como respondia antigamente. Mudaram muito as situações e, agora, as pessoas têm muitas opções de religião, até de forma de atendimento, de lazer e de tantas outras coisas. Essas mudanças é que acabam “criando um problema” que, na minha opinião, é também uma grande oportunidade para a Igreja.
Nós, da Igreja Católica, temos que nos reformular para que as pessoas que pertencem a ela, que foram batizadas, mas que se afastaram da prática religiosa possam ser reintegradas. O problema talvez seja a falta de sensibilidade e de agilidade para mudar as estratégias do nosso atendimento nas igrejas. De repente nos acomodamos num sistema, num método, num jeito e achamos que todo mundo tem que se adaptar a ele, porque essa é a prescrição da igreja. Para o mundo de hoje, moderno e pós-moderno, as pessoas não se movem por isso, ao menos que tenham uma fé realmente sólida. Mas o problema não são os que participam, que têm uma fé sólida, o problema são aqueles que, às vezes, estão mais fragilizados. Na verdade, o grande problema talvez seja a gente tomar consciência, mudar nossas estratégias e adaptá-las de acordo com uma realidade que realmente satisfaça as pessoas, para que elas se sintam cativadas, atraídas para estar, com alegria e com prazer, na Igreja.

3. A questão da acolhida mal feita pode ter contribuído para a redução do número de católicos no Brasil?
Penso que sim. Há uma pesquisa nesse sentido que sempre me disseram que foi feita pelo Regional Sul, em São Paulo – mas eu não consegui obtê-la até hoje, em preparação para as Diretrizes da CNBB, no final dos anos 80 e início de 90. Essa pesquisa, na verdade, resultou em uma tomada de consciência, porque até então pensava-se que as pessoas saíam da Igreja Católica por causa da influência da mídia. É aquele chavão que todo mundo diz: “ouviu a rádio tal, ouviu a televisão tal e foi para lá”. Depois foi constatado que isso se dava por falta de acolhida na Igreja Católica. Tanto que as diretrizes, de 1991 a 1994, colocam essa questão de maneira muito forte. Realmente as pessoas se afastaram por causa da acolhida. Mas a Igreja Católica está consciente disso há mais de dez anos e já colocou o problema nas suas diretrizes, no sentido de que seja feito um trabalho para que isso seja modificado.

4. Foram tomadas providências concretas para mudar essa situação?
Há muitas providências que têm sido tomadas. Por exemplo, há uma tomada de consciência muito grande na Igreja, em todos os níveis. Há muitas dioceses fazendo cursos e preparando lideranças para a acolhida. As Diretrizes da CNBB retornaram a questão. Penso que estamos tomando providências, mas a gente tem que ser mais efetivo em todos os níveis. Tanto que vemos a colhida não tanto como uma pastoral, mas como ministério, no sentido de que cada cristão tem que se acolhedor; porque a acolhida não se dá na porta da igreja. Ela se dá em todos os sacramentos, em todos os contatos. Muitas vezes uma acolhida pode ser no ambiente de trabalho, na rua, onde houver uma pessoa precisando. Hoje o coração que acolhe, para mim, é como aquele primeiro sinal. Porque a acolhida é um testemunho, é aquele primeiro cativar. Não há um momento certo para uma pessoa ser cativada. Se a gente tem presença de espírito, se está despertado, todo mundo serve para se acolher.

5. O resultado desse trabalho junto aos fiéis ainda vai demorar a aparecer?
Não tenho tanto conhecimento de resultados. Porque a gente às vezes semeia, semeia e não toma conhecimento da colheita. As próprias igrejas deverão avaliar e observar. Quer dizer, que há várias maneiras de acolher. Desde as visitas, o contato. O lugar onde a gente pensa é a Igreja, mas não é só lá, é indo ao encontro das pessoas. Em todos os momentos podemos cativar as pessoas.

6. Seria necessário fazer-se uma mudança cultual?
Sempre tem aquela coisa de se sentir bem. Acho que, de repente, nós, na Igreja Católica, trabalhamos muito a questão da doutrina, da razão por muitos anos. Não foi só a Igreja, foi toda uma cultura. O pensamento de que era preciso mudar, assumir uma obrigação. Na sociedade atual, as pessoas já não se movem tanto pelo dever, mas pelo prazer, pelo prazer de estarem juntas. Então as nossas igrejas precisariam ser esse espaço que as pessoas gostam e têm prazer de estar.
Há mais de dez anos que estou muito sensível a esta questão da acolhida. Fiz uma frase olhando para como Jesus acolhia as pessoas do seu tempo, porque naquele tempo também necessária uma boa acolhida, sobretudo para os mais afastados. A frase é assim: o humano é a porta de entrada para Deus. Sempre que uma pessoa tem um gesto humanitário, ela abre a porta para passos seguintes.
Uma vez eu soube que dom Serafim disse uma frase muito sábia em relação à Pastoral Vocacional. Ele teria dito para os animadores vocacionais: “Vocês estão preocupados em que os jovens se comprometam, mas eles primeiro precisam ser cativados”. É um pouco esse processo que a Igreja precisa fazer na acolhida. Na verdade e no amor é assim. Primeiro a gente cativa, você gostou, encontra, depois vai comprometendo-se. Acho que a gente precisa de mudar, por isso falei de estratégia.

7. Há críticas em relação à colhida que é feita por padres e secretários (as) paroquiais. Como melhorar isso?
Realmente, os padres e as secretarias paroquiais são ponto-chaves para a acolhida. São o cartão de visitas. O padre, por seu próprio valor simbólico e por todas as funções que ele desempenha, deveria ser sempre aquele bom pastor, de coração aberto, acolhendo as pessoas na situação que estão.
As secretarias são um ponto no qual se articula esse acolhimento. As dioceses hoje trabalham muito essa questão através de reuniões de secretárias. O que a gente percebe primeiro é que as pessoas não estão devidamente preparadas para o trabalho que fazem. Como as empresas treinam muito seus funcionários, dando clareza ao que vem devem fazer, assim deveria fazer a igreja. Uma secretária paroquial tem que ter clareza do seu trabalho, têm que acolher da melhor maneira possível. Mas observamos que as secretárias ficam inseguras na hora de dizer um não, sobretudo em se tratando de questões delicadas. E, diante da insegurança, elas acabam ficando duras.

8. O que poderia se feito para melhorar isso?
Dei um curso numa diocese e pedi para dramatizar os problemas. Percebi que o padre nunca estava presente nas dramatizações. Os personagens queriam falar com o padre, se confessar e nunca o padre estava. Perguntei se elas estavam querendo isentar o padre ou é fato que o padre nunca estava para o povo. O padre tem que ter horários de atendimento. Claro que o padre é uma pessoa humana, tem seus limites e precisa coordenar os trabalhos. A igreja de novo tem que abrir o leque. Tem que se abrir ao aconselhamento, orientar. Claro que devidamente organizados, pessoas idôneas. Pastoral da escuta existe em muitos lugares. Às vezes realmente os secretários e secretárias não estão devidamente instruídos, não conhecem a lei do Direito Canônico, não sabem dizer um não, que é duro para quem chega, com uma certa suavidade, sem que isso se torne um motivo e afastamento das pessoas. As dioceses,de uma maneira geral, estão atentas a essa questão, mas têm que trabalhar mais para que o problema não fique nas mãos desses pobres secretários e secretárias. Alguns fiéis acabam indo para outras denominações religiosas, que têm menos exigências.
A igreja tem que trabalhar melhor algumas questões, como, por exemplo, a Pastoral da Segunda União, que está presente em muitos lugares. Essa é uma relação de inclusão e exclusão, para a qual os secretários paroquiais precisam estar preparados, treinados também para encaminhar os problemas que não são da sua alçada a alguma superiro que possa dar o atendimento.

9. A acolhida feita pelas Igrejas evangélicas é mais eficiente do que a da Igreja Católica?
Não tenho um conhecimento tão profundo das Igrejas Evangélicas, mas tenho observado bastante. Quando citamos a Igreja Evangélica, não é para dizer que ela é melhor que a nossa. Acho que aprendemos com todos. Às vezes entro de propósito numa Igreja evangélica para observar e percebo que eles têm uma organização que permite que sempre tenha alguém acolhendo quem passa. E é isso que faz falta para nós. Tem um capítulo no meu livro que fala da necessidade de organizar melhor nossa acolhida. Na Igreja Católica temos o voluntariado que está aí trabalhando. É claro que todos têm compromissos familiares, outras pastorais, então devemos organizar de maneira que sempre tenha plantão. Precisamos aprender isso com os evangélicos.

10. Como a Igreja católica está acolhendo alguns desses grupos de excluídos, como os homossexuais, os casais em segunda união e as mulheres?
Existe toda uma questão de orientação, de doutrina dentro da igreja. Para a igreja, o matrimônio é indissolúvel. Quando um casamento não deu certo, como nós tratamos? Há hoje o resgate pela segunda união. Mas sabemos que as pessoas não participam de maneira plena. Embora eu tenha dado um curso de acolhida do qual participou uma senhora que coordenava os casais de segunda união e se sentia superentrosada na Igreja. Essa é uma maneira de acolher.
A questão dos homossexuais é difícil, porque, na verdade, Jesus nunca exclui a pessoa. Às vezes são comportamentos que não condizem com algumas orientações da Igreja, são áreas delicadas. O acolhimento à pessoa sempre deve haver. Mas nós discriminamos às vezes culturalmente, não só a Igreja. Discriminamos culturalmente as pessoas que estão fora de um determinado padrão de comportamento que pensamos que todo mundo deveria adotar e que a igreja acolhe. Outras vezes não é a Igreja que discrimina, mas as pessoas que se sentem assim.
Existe o normativo da Igreja que é bastante forte e que, às vezes, sem querer excluir acaba excluindo. Fiz minha dissertação de mestrão sobre o tema de gênero nas rádios católicas. Sabemos que na nossa sociedade a mulher tem uma participação grande. A sociedade está muito aberta para a participação da mulher. As igrejas, de um modo geral, também estão. A Igreja Católica mantém a sua lei. Penso que com o tempo ela terá que se reformular nessa questão de a mulher não participar da hierarquia. Diáconos, padres e bispos são apenas homens. Pelo fato de ser mulher, ela está excluída disso. Claro que as mulheres participam nas assessorias, nos ministérios. Às vezes há a brincadeira de que se as mulheres se afastassem da Igreja, ela ficaria vazia. As mulheres na verdade, carregam comunidades. Em cursos que a gente dá, isso emerge muito forte, já que elas têm consciência de seu trabalho. São questões também culturais que se tem que trabalhar junto. Devemos trabalhar pela inclusão das pessoas. Quem nos ensina todo o projeto de acolhida e projeta luzes é a própria prática de Jesus, e nós somos seguidores dele.

(Texto extraído do Jornal de Opinião, Visão Cristã da Atualidade, 14 1 20 de julho de 2003, nº 737, ano 14, Belo Horizonte – MG)

SUGESTÕES DE LIVROS (2)

ACOLHER É EVANGELIZAR - Autor Pe. Vicente Paulo Alves - Editora Santuário







Sinopse: Padre Vicente Alves, aplicando o termo Qualidade Total no processo de Evangelização, traz neste estudo sugestões indispensáveis para sacerdotes, agentes de pastoral e equipes de liturgia darem uma boa acolhida a quem chega em nossas comunidades.







ACOLHER É COMUNICAR - Autora Ir. Helena Corazza - Edições Paulinas



Sinopese: O tema desta obra é de grande atualidade na pastoral brasileira. Trata-se de um verdadeiro guia para melhorar a qualidade da acolhida das pessoas que procuram a organização eclesiástica, ou entram de alguma forma em contato com as comunidades cristãs. Especializada em comunicação, a autora apresenta o tema de maneira prática, mostrando a importância do inter-relacionamento pessoal no mundo de hoje e discutindo as dificuldades e os problemas relativos à acolhida. Ressalta a importância evangélica da hospitalidade e dá uma série de orientações para ajudar a comunidade a organizar a acolhida.




ACOLHER É COMUNICAR - DVD - Autora Ir. Helena Corazza - Edições Paulinas.

Sinopse: Este DVD Comunicar é Acolher tem como objetivo motivar as comunidades a se prepararem para qualificar a acolhida, missão pessoal e comunitária. Está organizado em quatro blocos: - A pessoa que acolhe - aborda o contexto atual, mudanças e desafios em relação à pessoa, ao ambiente e ao público. - Acolhida ao telefone - chama a atenção sobre a necessidade de qualificar o atendimento telefônico. - Dificuldades na acolhida - chama a atenção sobre a necessidade de administrar situações e conflitos em relação à acolhida. - Critérios para acolhida - coloca os critérios para relações humanas, espiritualidade, a Palavra de Deus e da Igreja. Convida a comunidade a ter uma ação planejada para que a acolhida aconteça.

DINÂMICAS DE ACOLHIDA

Dinâmica do Espelho
Objetivo:
Quebrar o gelo e estabelecer uma relação com a pessoa que está ao nosso lado, de preferência alguém não conhecido.

Como Fazer:

1. De pé, dois a dois, voltados um para o/a outro/a - olhos nos olhos.

2. Olhando nos olhos, desacelerar a respiração e sentir o outro, senti-lo como ser humano. (3 a 5 minutos)

3. A seguir, partilha da experiência entre as duas pessoas.
- Como me senti?
- O que foi bom?
- Houve medos?
- Por quê?

4. Algumas pessoas podem partilhar com o grupo todo.


--------------------------------------------------------------------------------

Dinâmica 1
Objetivo:
Perceber as diferenças que exsitem entre as pessoas e como as novas idéias vão provocando mudanças. Abrir-se para aceitar o diferente.

Divisão em grupos:
Apontar os principais desafios para a acolhida.

Plenário:
Um representante de cada grupo expõe os principais desafios, visualizando-os em papelógrafo. (Depois de apresentados, deixar o tempo todo na sala para que sejam percebidos e gravados por todos).


--------------------------------------------------------------------------------

Dinâmica 2
Objetivo:

Conhecer-se, relacionar-se com o diferente. Fazer com que o grupo perceba as próprias dificuldades e as que aparecem no momento da ação pastoral ou evangelizadora, no que diz respeito à acolhida.

Como Fazer:

1. Organizar os participantes em pequenos grupos de 6 a 8 pessoas, dividindo-os aleatoriamente.

2. Cada grupo vai entrar em acordo e apresentar, num breve sociodrama, um pequeno teatro que represente uma dificuldade na acolhida.

3. Dá-se um tempo de 20 minutos, aproximadamente, para que o grupo decida e se prepare.

4. Todos os grupos se apresentam, um em seguida do outro, sem comentários.

5. Anotar as principais dificuldades e coicidências.

6. A seguir, o coordenador dialoga com o grupo a respeito do que foi apresentado e evidencia os pontos fracos, as dificuldades internas das pessoas e da comunidade.

7. É importante tratar dos problemas, vendo neles um potencial a ser trabalhado e não apenas um ponto fraco.


--------------------------------------------------------------------------------

Dinâmica 3
Objetivo:
Estabelecer critérios que dêem suporte a uma atitude de acolhida. Descobrir na Palavra de Deus o fundamento para a ação.

Introdução ao Tema:

Os critérios para a acolhida fundamentam-se na Palavra de Deus, nas orientações da Igreja e nas necessidades da comunidade local. A Bíblia está permeada de exemplos de acolhida; Deus que acolhe o seu povo; Deus que fala com as pessoas como a amigos; Deus que acolhe e quer ser acolhido pelo seu povo. No livro do Gênesis 18, 2-8, Abraão acolhe três homens sem saber que são anjos de Deus.

No Novo Testamento, Jesus chama e envia os discípulos, dois a dois, para a missão e, ao mesmo tempo, garante a importância da acolhida: "Quem der um copo d'água fria a um destes pequeninos, por ser meu discípulo, em verdade vos digo que não perderá sua recompensa" (Mt 10, 42; 25, 44). Receber um peregrino, um necessitado é o mesmo que receber o próprio Cristo: "Quem vos ouve a mim ouve, quem vos despreza a mim despreza, e quem me despreza, despreza aquele que me enviou" (Lc 10, 16).

O cristão também é chamado a ser hospitaleiro, conforme Paulo escreve à comunidade de Roma em Rm 12, 13: "Tomando parte nas necessidades dos santos, buscando proporcionar a hospitalidade". A hospitalidade é uma prática das primeiras comunidades, tanto que na primeira carta de Pedro - capítulo 4, versículo 9 - ele recomenda: "Sede hospitaleiros uns com os outros, sem murmurar".

Estes textos mostram como a atitude da acolhida sempre esteve presente no ensinamento de Jesus e nas primeiras comunidades; e precisa estar presente também no cotidiano das pessoas. E a melhor forma de descobrirmos isso é o contato com os textos bíblicos.

Como Fazer:
Dividir os grupos de forma heterogênea e dar a cada um deles uma citação bíblica para que descubram uma atitude que possa iluminar os problemas e as dificuldades apontados no encontro anterior.

GRUPOS - Ler os textos bíblicos nos quais Deus e Jesus acolhem as pessoas e estas acolhem Jesus; descobrir o "novo" que ilumina a nossa acolhida, hoje:

- Abraão acolhe os anjos: Gn 18, 2-8

- Bom Pastor: Jo 10, 1-18

- Marta e Maria acolhem Jesus: Lc 10, 38-42

- Jesus acolhe a pecadora: Lc 7, 36-50

- Zaqueu: Lc 19, 1-10

- Jesus acolhe as crianças: Lc 18, 15-17

- Missão dos discípulos: Lc 10, 1-20

- Encontro com Nicodemos: Jo 3, 1-21

- Pastor que busca e acolhe a ovelha perdida: Lc 15, 3-7


- Outros textos à escolha.

Plenário:
Um representante de cada grupo coloca o que seu grupo descobriu como resposta aos problemas e dificuldades da comunidade, a partir da escuta do texto bíblico. Anotar estas respostas para o próximo encontro e definir prioridades: o que é mais urgente que se faça?


--------------------------------------------------------------------------------

Dinâmica 4
Objetivo:

Definir ações:

- Todos precisam ter uma atitude de acolhida;

- Em que momento e como expressá-la?
A comunidade vai planejar a ação - reunir os grupos por pastorais, ou da forma que mais convier, para que dêem indicações para um planejamento.

Introdução:

A acolhida requer atitudes pessoais de abertura, de atenção ao outro e de doação. Requer igualmente uma organização flexível que tenha em conta não só a imagem da instituição, mas as pessoas que a procuram. Os gestos de acolhida devem expressar generosidade, sinceridade, de modo que, no abrir os braços para acolher, no atendimento ao telefone, o outro se sinta de fato acolhido.

A acolhida é o primeiro sinal da presença de Cristo. Esse ministério se caracteriza não só pelo que se faz, mas pela maneira como é feito (Apostolicam Actuositatem, 24). Esse serviço de acolher as pessoas deve ser realizado com qualidade, e também ser constante e partilhado. Ele envolve o acolhimento dentro e fora da Igreja, da comunidade: nos momentos de celebrações, missas e sacramentos; mas também os que estão fora, ou seja, os não-praticantes, os que estão afastados, magoados.

Para se obter bons resultados, é importante uma ação planejada.

(Texto original do site da Paróquia da Ressurreição - Copacabana - Rio de Janeiro - www.paroquiadaressurreicao.com.br)

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008



Acolher é evangelizar: levar, através de um abraço ou aperto de mão, a Boa-Nova a toda criatura, principalmente àquelas que batem às portas de nossa Paróquia.

Como Maria foi ao encontro de Isabel e a deixou cheia do Espírito Santo, que nós, membros do Ministério da Acolhida, possamos transmitir em nosso abraço, tudo aquilo que procuramos viver:
O AMOR DE DEUS!

Comunicação e Acolhimento

Acolhida é uma atitude de relação humana. É a comunicação entre pessoas entrando em sintonia, dialogando, se expressando em gestos, enfim, estabelecendo elos de união com Deus, com os irmãos e o meio ambiente. Atualmente as relações são marcadas por imensas dificuldades, em todos os sentidos. A sociedade sofre mutações constantes e velozes. A sensibilidade de cada um vai se modificando e com ela, os hábitos de vida, tornando um grande problema de relacionamento, quer na família, nos negócios, com os amigos, no ambiente de trabalho, na escola, etc.

As pessoas, no fundo, sentem que o rumo de suas vidas tem muito a ver com sua profunda aspiração religiosa.

Toda a agitação e o burburinho da vida vão envolvendo as pessoas, fazendo com que elas se distanciem e, esta distância, provoca um imenso vazio, trazendo inúmeras conseqüências entre as quais, a solidão.

Necessário se faz a aproximação. Há uma emergência de socialização, de contatos pessoais mais fortes que ajudem a proximidade e reciprocidade.

A Igreja ensina que todos têm necessidades. Não se deu conta que têm desejos também. A necessidade leva para a satisfação física: roupas, alimentos, remédios, moradia... O desejo é fascinação, é sonho: solidariedade, segurança, vida eterna, amor fraterno, diálogo, aconchego, atenção, etc.. É preciso tomar consciência e procurar satisfazer as necessidades e aspirações.

Estamos vivendo uma “época em mudança”, onde a sociedade vai se movendo em várias direções, em todos os âmbitos. Há um aparente esvaziamento espiritual e uma certa condição para a aceitação das realidades. Esta época é marcada pelas muitas opções oferecidas pelo mundo, que são caminhos diversos trazendo inúmeros desafios: maneira de pensar, de agir, inversão de valores, incluindo a religiosidade.

Este contexto faz com que haja um empenho maior para trabalhar o acolhimento, procurando resgatar a afetividade das pessoas, despertando um desejo de viver, estar bem e de se inserir. Todos querem, intensamente, escapar do anonimato, pertencer a algum grupo para se sentirem eles mesmos, construir e salvaguardar a própria identidade. Ninguém que ser um rosto perdido na massa.



A Igreja e a Acolhida

Refletindo diante desta situação, a Igreja está preocupada, não só com a dispersão de seus filhos, como também com a indiferença e desesperança dos outros. Procura orientar para que seja feito o resgate dessas vidas, de forma ampla, isto é, no sentido de redescobrir a dignidade humana com as práticas da solidariedade, fraternidade, inserindo-as num contexto social, mantendo sua individualidade valorizando-as devidamente.

No afã de servir e orientar no caminho reto, a Igreja sempre atualiza sua existência ao longo dos séculos. O Concílio Vaticano II provocou inúmeras mudanças e uma onda de renovação tomou conta de seu seio, abrangendo estruturas e pessoas, pois a transformação de ambas deve acontecer ao mesmo tempo.

Em diversos documentos, a Igreja dá atenção à acolhida, de maneira rápida ou detalhada, colocando a importância desta atitude de misericórdia, à luz do gesto acolhedor de Jesus Cristo.

No Plano atual, apesar de não aparecer explicitamente, a acolhida está impregnada em todos os projetos diocesanos permeando todas as ações pastorais e eclesiais. Se torna uma obrigação de todos e sua utilização deverá acompanhar a realidade de cada comunidade, pastoral ou grupo humano. É uma bandeira de compromisso e que deve estar á frente abrindo novas alternativas de evangelização e sendo suporte para o bom caminhar do Plano de Pastoral. A acolhida é um elemento intrínseco na pessoa humana, que deve ser cultivado de todos os modos, pois é a porta de entrada para todo e qualquer relacionamento e a necessidade de trabalhá-la surgiu como prioridade, sentida no seio das comunidades da Diocese.

Aprender com Jesus o acolhimento

Os critérios para a boa acolhida fundamentam-se na Palavra de Deus, nas orientações da Igreja e nas necessidades da comunidade local. É bom conhecer a pedagogia que Jesus usava na acolhida dos que o cercavam. Ele não estava preocupado com o sucesso, mas sim, com a qualidade e com a fidelidade.

A nossa vocação cristã consiste em percorrer o mesmo caminho do Mestre, com humildade e confiança, a fim de comunicar a todos a salvação.

A comunhão com o Senhor Ressuscitado impulsiona o cristão a descobrir a existência da acolhida e a comunhão com o irmão e a solidariedade com as pessoas, sem exceção. A acolhida é um elemento integrante da evangelização pois proclama a misericórdia oferecida a todos, dando sentido à existência e entusiasmando para querer ver Jesus, caminho, verdade e vida.

Acolher bem as pessoas é uma forma de se viver a própria fé e realizar com eficácia a missão que Jesus nos confiou.

Para que a acolhida seja, de fato, o elemento propulsor de nossa ação pastoral, é preciso que se conheça três dimensões:

Dimensão pessoal: a acolhida diz respeito, primeiramente, à pessoa na sua individualidade, modo de ser, liberdade, anseios. Na missão, Jesus chama seus discípulos pelo nome e respeita sua liberdade. Será que as nossas comunidades não crescem por causa do pouco caso que fazemos às pessoas e sua história, não dando o valor merecido e enfatizando só o que é negativo?

Dimensão comunitária: a acolhida deve resgatar um sentimento efetivo de unidade de fé e vida na vivência cristã da comunidade. Deve harmonizar essa existência cristã, onde não aconteça discriminação, mas seja lugar de discernimento, espaço de experiência do perdão, animada pelo amor fraterno e que dê ao mundo o testemunho de unidade. Será que nossas comunidades não se tornaram agrupamento de pessoas que, apesar de bem intencionadas, fazem seu apostolado sem se importarem com o verdadeiro sentido de convivência e partilha?

Dimensão social: a pessoa faz parte da sociedade na qual ela vive. Logo, essa mesma pessoa influi e é influenciada no lugar onde se situa. Há muitos desafios que merecem atenção – as mudanças sócio-econômicas, culturais, as crises de ética, o indiferentismo e pluralismo religioso. Tudo isso se modifica muito rápido e traz consequências que estão à vista: miséria, violência, desemprego, morte, vícios, exclusão e outros males dos nossos dias.

O Espírito do Senhor Ressuscitado se faz presente e operante em todo tempo e lugar, na diversidade de contextos e situações humanas, fazendo compreender que
a atitude de acolhida deve privilegiar a aproximação das pessoas de toda a sociedade. Isto vai exigir mudanças, desacomodação, revisão de ações pastorais e eclesiais e, sobretudo, atitude de espírito respaldada no seguimento de Jesus Cristo.


Preparação para o acolhimento

Quando pensamos em acolhida, precisamos definir onde gastar nossas forças nesta direção. Há pessoas que pensam que acolher está relacionado com as boas vindas na comunidade, sobretudo nas celebrações eucarísticas ou da Palavra. Isto é importante, mas não é o suficiente.

É preciso criar nova consciência sobre a necessidade de acolhida e aplicá-la em todas as ações do relacionamento humano, mormente na Igreja.

Um planejamento deve ser implantado para a organização do acolhimento para dirigir os esforços ao objetivo principal: ajudar as pessoas a serem reconhecidas na sua identidade, na sua pertença a algum grupo, dando-lhe o devido valor. Também buscar os afastados, introduzí-los na comunidade.

Onde fazer isso? nas secretarias diocesanas e paroquiais, nas comunidades, no trabalho pastoral – exéquias, saúde, catequese, etc. – de casa em casa, no local de trabalho, no lazer, em todas oportunidades que surgirem e que seja necessário o gesto de boas vindas, de acolhimento.

A qualidade na acolhida deve ser constante preocupação. Ser hospitaleiro é colocar de lado os interesses pessoais, as ocupações e preocupações para dar um perfeito atendimento ao outro.

Para a acolhida, o ideal é que sejam preparadas pessoas comprometidas com a missão a elas destinadas, cheias do Espírito Santo, com vida de oração, pessoas criativas e entusiasmadas.

Muitas atividades envolvem o acolhimento, e devem ser executadas, sempre, com planejamento, responsabilidade e conscientização.

acolhimento ambiental (comunicação visual)
visitas às famílias que chegam à comunidade
visitas domiciliares frequentes, mormente em ocasiões tristes e alegres
acolhimento na liturgia, usando criatividade e inovações
acolhimento aos transeuntes
bom atendimento aos que buscam sacramentos, em situações irregulares, evitando o constrangimento para não ocorrer o afastamento
manter as Igrejas abertas o dia todo, dentro do possível
iniciar na catequese a cultura do acolhimento
capacitação aos assessores paroquiais
trabalhar a acolhida em todas pastorais e movimentos que formam a comunidade
não devem ser criadas exigências além das normas diocesanas em vigor e evitar ao máximo a burocracia.


O assessor paroquial é um evangelizador por excelência, pois a acolhida é capaz de evangelizar quando desperta o bem no outro. Despertar é a palavra-chave. Pela atitude, gesto, palavra, som, imagem, desperta-se no outro o desejo de viver e de se inserir. Por isso, o trabalho da secretaria jamais deve sobrepor ao de acolhimento afetivo, humano e fraterno.

Algumas dicas podem ajudar e ser incorporadas, gradativamente, no cotidiano de quem tem a missão de acolher e informar:

O assessor deve conhecer muito bem os serviços da paróquia:
disponibilidade de tempo do senhor pároco;
horários das missas, casamentos, batizados, cursos, palestras, etc.
horários de encontros e reuniões das pastorais e movimentos
todos os eventos especiais da paróquia.
O assessor deve procurar conhecer toda a liderança da paróquia, manter o cadastro de cada pessoa em dia para eventuais comunicações.
Manter os murais da Igreja em ordem, organizado, atualizado procurando torná-lo atrativo usando a criatividade.
Manter a secretaria paroquial bem arrumada, limpa, organizada, tornando o ambiente acolhedor e aconchegante, observando a comunicação visual.
A postura profissional também precisa ser cuidada, dentro de um método de trabalho organizado: com o material (papéis, canetas, lápis, clips, etc,), com a aparência pessoal (limpeza, recato, etc.), com atitudes (mascando chicletes, pés sobre a mesa, conversas paralelas ao serviço, falta de atenção, etc). Manter uma aparência agradável, comunicativa e alegre.
Aquele que procura o escritório paroquial jamais deve presenciar discussões entre funcionários, nem tomar conhecimento de algum problema da paróquia.
Conhecer muito bem as normas estabelecidas pela Diocese, procurando minimizar a burocracia e não exigir nada além destas normas. Saber manusear todos os documentos e livros necessários ao bom relacionamento entre a paróquia e Diocese.
É importante criar métodos que tornem mais fácil o cotidiano da secretaria, por exemplo, atender as pessoas por ordem de chegada, anotando esta ordem e não alterá-la por conveniências pessoais. Se receber visitas, seja breve sem descuidar da atenção aos outros.
Procurar estar bem atualizado com tudo o que se refere à Igreja: notícias sobre S.Santidade o Papa, o Bispo, a Diocese, a CNBB, o clero, enfim, aquilo que pode acrescentar no trabalho diário de informar aos interessados.
Procurar sempre melhorar sua condição profissional, fazendo cursos, reciclagens, como também a parte espiritual, conscientizando-se da necessidade da atitude cristã de acolhida suscitando o amor fraterno e a esperança ao irmão.

(Texto original do site www.entreredes.org.br - Órgão de Notícias da Diocese de São Jose do Rio Preto)

MINISTÉRIO DA ACOLHIDA

SEJAM TODOS BEM- VINDO... QUE A PAZ ESTEJA COM TODOS!


O Ministério da Acolhida é um elemento constitutivo da evangelização que revela o coração de Jesus cheio de misericórdia e de esperança. Sendo ela uma ação eclesial, o Ministériol envolve a todos, pois "a evangelização é obra de todos e a unidade é força motora de qualquer pastoral "(EM 60).
Assim como Deus nos acolheu como filhos pelo batismo e outras graças, devemos acolher os irmãos. Jesus foi o primeiro e grande acolhedor do Novo Testamento, como provam tantos episódios do Evangelho. O seu amor trabalha com o caráter de cada um Pedro, Nicodemos, Levi, Zaque, Saulo de Tarso, etc. Jesus, o missionário, sai à procura das pessoas.
É importante manter em mente a quem queremos acolher. Cada pessoa, inserida num contexto social, mantém a sua individualidade que deve ser respeitada ao ponto de ser considerada o alicerce sobre o qual se constrói a fé, a mensagem de Jesus. O Ministériol visa respeitar para evangelizar a índole da pessoa, da sua cultura e do seu contexto sócio político. A História da Igreja primitiva nos mostra como os Apóstolos acolheram, de forma diferenciada, judeus e pagãos, gregos e romanos. Eles souberam inculturar a doutrina em diferentes ambientes. Hoje, nós vivemos num mundo de transformações rápidas e profundas. O nosso modo de acolher deve acompanhar este passo e encontrar estratégicas pastorais diferenciadas e adequadas à diversas situações e centros de decisões que afetam a vida do nosso povo. O Ministério da acolhida deve exercer um carinho especial para com os mais sofredores e os carentes de Deus Libertador.

Hospitalidade é Acolhimento. É saber ouvir, atender, servir e lidar bem com as pessoas.
O acolhimento é um trabalho interminável e muito dinâmico. Exige persistência, perseverança e criatividade. O Movimentol da Acolhida deve deixar transparecer que os católicos também são pessoas vitoriosas e vencedoras. Passar uma imagem real de que o Catolicismo também aprova a prosperidade, para isso são exigidas Audácia e Coragem, porque Acolher é também ir além do âmbito interno da igreja. Há necessidade de sair, ir a campo, usar a criatividade para atrair e reconquistar os católicos que se afastaram da prática religiosa. Esse é o principal objetivo do Ministério da Acolhida, atrair e conquistar cada vez mais a comunidade, cultivando o sentido de que somos uma grande Família. “Faça aos outros o que gostaria que os outros fizessem à você.” Lc 6, 31
O Ministério da acolhida não se trata de mais um movimento, que eventualmente ficasse na porta da igreja para receber fiéis. Quer-se promover uma mentalidade que perpasse todas as pastorais e empenhe cada fiel no sentido de acolher, com carinho e fé, os irmãos. Nem se limitará a receber os que vêm, para lhes dar as boas-vindas e criar em torno deles um ambiente de bem-querer, mas também irá àquelas pessoas que, por uma ou outra razão, não se aproximam de nós. Sentimo-nos impelidos a ir até elas. Nesse sentido, entende-se que evangelizar é acolher. Ninguém nos pode ser estranho ou excluído.

O espírito da acolhida deve permear todos os ambientes da Igreja. Privilegiará os afastados e os que mais necessitam de carinho. Precisamos criar um espírito de família. Não de uma família esfacelada e em crise. Aprendemos das Diretrizes da Ação Evangelizadora que a essência da vida cristã é o amor. Por isso entendemos que católico verdadeiramente praticante é quem ama. E amor necessariamente tem nome próprio. Não se ama em geral. São pessoas concretas, que se procuram conhecer, acolher e amar.

S. João, na sua Primeira Carta, dá a razão mais profunda de amor como essência da vida cristã. Poderíamos apelar para o mandamento de Cristo, que Ele chama de 'novo': 'O que vos mando é que vos ameis uns aos outros'. Mas como o termo mandamento, derivado de mandar, cheira a imposição, o discípulo amado explicita, na sua Primeira Carta: 'Quem ama conhece a Deus' (1 Jo 4,7). E inverte, para garantir que não exagerou nem se enganou: 'Aquele que não ama não conhece a Deus' (1 Jo 4,8). Isso significa que, quando alguém se professa ateu ou entra em crise de fé, o problema não é intelectual. Não se trata de idéias mal formuladas ou de argumentos racionais insuficientes. Em outras palavras: não é a cabeça que está em crise, mas o coração. Quem não crê em Deus tem o coração vazio: não ama, o que equivale a dizer: não sente e não faz uma experiência de Deus. O próprio João nos dá a razão disso: 'Deus é amor' (1 Jo 4,8). Ele não cabe em nossas idéias, que são finitas e tiradas das coisas sensíveis, mas cabe no amor, que é participação de sua natureza. Quem ama, pelo próprio fato de amar, faz uma experiência de Deus. Sente Deus, mesmo que não consiga exprimi-lo em conceitos. Por isso tinha, razão Pascal ao refutar os racionalistas de seu tempo. Dizia que o coração tem razões que a própria razão desconhece. Quem experimenta sabe!

O Ministério da Acolhida leva-nos, pois, ao âmago da fé e da vida cristã. Começa em casa, entre os familiares; estende-se aos vizinhos, aos membros da comunidade e vai mais longe, para atingir os irmãos de outras confissões religiosas, os afastados, os tristes, os sofredores... É o amor que não tem limites. Por ele somos capazes de dialogar com todas as pessoas e todas as instituições.

Mas a convivência humana não é sempre pacífica. Envolve tensões, ofensas e até traições. Por isso exige não só compaixão, como também perdão. Convivemos com pessoas e instituições diferentes e, muitas vezes, contrapostas. Elas têm a missão de purificar nosso amor, tornando-o autêntico e desinteressado. Não por nada o perdão é exigência fundamental numa igreja e humanidade pecadora. Até sete vezes? Não! garante Jesus: até setenta vezes sete. E Ele mesmo põe a condição para nossa oração e o perdão por parte de Deus: 'Perdoai-nos assim como nós perdoamos' (Mt 6,12).

Cada irmão que se propõe a estar no Ministério da Acolhida em uma Paróquia precisa ter a certeza no coração de que cada pessoa que ele acolhe é o próprio Jesus que nele se manifesta de maneira concreta para que aquele que chega possa sentir o amor de Deus.
O acolhedor faz o que Jesus pediu que fizessemos:
Acolher: que significa = admitir em sua casa ou companhia, receber bem, hospedar, amparar no sentido de prestar auxilio e sustentar na queda, preservar, apoiar.
Todos nós precisamos aprender acolher do jeito de Jesus, que não olha o pecado mas o pecador, e agindo assim,ama aquele que chega,ao ponto desse amor transformar a vida daquele que foi acolhido.
Força irmãos na acolhida da nossa Santa Igreja Catolica Apostólica Romana que sempre foi guiada pelo Espírito Santo e que suscita nos seus membros um novo ardor e novos métodos de evangelizar.


(Texto original do site www.pvsantoantonio.com.br)

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

SUGESTÕES DE LEITURAS

- Abraão acolhe os anjos: Gn 18, 2-8
- Bom Pastor: Jo 10, 1-18
- Marta e Maria acolhem Jesus: Lc 10, 38-42
- Jesus acolhe a pecadora: Lc 7, 36-50
- Zaqueu: Lc 19, 1-10
- Jesus acolhe as crianças: Lc 18, 15-17
- Missão dos discípulos: Lc 10, 1-20
- Encontro com Nicodemos: Jo 3, 1-21
- Pastor que busca e acolhe a ovelha perdida: Lc 15, 3-7

SUGESTÕES DE LIVROS





Diaconia do Acolhimento - Desafio à liturgia e à pastoral na cidade.



Autor: Jerônimo Gasques


Sinopse:
O presente livro incentiva a criação de equipes de acolhimento para o bom funcionamento pastoral de paróquias, comunidades e demais instâncias eclesiais. Ensina a usar de delicadeza na prestação de serviços pastorais.



Ministérios da acolhida e da presidência

Francisco Rodrigues

Sinopse:

Obra muito oportuna e original para o serviço da liturgia. O autor trata dos ministérios da acolhida dos membros de uma comunidade e do serviço da coordenação litúrgica nas celebrações. Com linguagem simples e atual, o texto serve às comunidades que celebram a fé, orientando para o acolhimento fraterno que possibilite uma celebração mais viva


PASTORAL DA ACOLHIDA

Vistante, aqui você vai encontrar as duas apostilas de formação de agentes da pastoral da acolhida. São duas apostilas: “PA-Uma Missão” e “PA-Projeto Rumo ao Novo Milênio” .
Está autorizada a reprodução destes textos, pedimos que seja respeitada a finalidade e citada a
fonte.


Pastoral da acolhida
UMA MISSÃO


Três horas da tarde, a sacristia da paróquia é um lugar ameno e fresco apesar do sol forte que brilha sobre a cidade.
De mãos dadas e um sorriso de apaixonados, o casal de jovens se aproxima. A secretária convida-os a sentar.
Com voz solene ele logo fala: “Viemos marcar o casamento”. O sorriso e um olhar de cumplicidade para a namorada sublinha a importância da declaração que acabou de fazer... depois é a namorada que assume o comando e explica as datas e os detalhes planejados.
Quantas vezes D. Neide, secretária paroquial, já viu esta cena? Quando passaram pela porta, ela já podia adivinhar, ponto por ponto, o diálogo, antecipar as perguntas.
D. Neide procura participar, com alegria, do momento destes dois jovens, atendendo-os de modo especial - estão marcando “o seu casamento”; é como receber dois filhos que trazem seus sonhos para serem abençoados pela Igreja. A forma de D. Neide os acolher é sinal da acolhida da própria comunidade.
O trabalho de acolher as pessoas no expediente paroquial é complexo. Muitas vezes a situação envolve dificuldades muito maiores do que ajustar os detalhes da celebração do sacramento.
A Pastoral da Acolhida deve estar preparada para receber e encaminhar pessoas que pouco conhecem a Paróquia e por isso podem ter preconceitos e hostilidades ou se sentem diminuídas e ameaçadas diante da estrutura eclesial.
Alguém não familiarizado com a Igreja por não reconhecer a função das pessoas ou ter dificuldades para entender os programas e processos da comunidade. A Pastoral da Acolhida, neste caso, deverá explicar com alegria e paciência passo por passo.
Caso totalmente diferente é o atendimento de pessoas que já fazem parte da comunidade e que podem compreender os procedimentos de documentação necessários para a Igreja. Mas, mesmo neste caso, surgem dificuldades – às vezes a proximidade do relacionamento pessoal pode supor privilégios, exceções e dispensa de prazos. A Pastoral da Acolhida neste caso deverá, também, com paciëncia e alegria, solicitar a colaboração de todos.
Muitas vezes as dificuldades de relacionamento podem ter origem no próprio responsável pela comunidade que, por muitos compromissos, limites de saúde, idade ou personalidade, tem dificuldades de estabelecer uma boa comunicação com a comunidade. Esta situação vai exigir da Pastoral da Acolhida a construção de uma ponte para se manter a comunicação.
Muito equilíbrio!
No atendimento paroquial devemos levar em conta dimensões muito complexas da Igreja: administração / taxas e caridade; pastoral de direito econômico; organização e solicitude missionária...
Quem faz a Pastoral da Acolhida deve ter uma boa compreensão dos valores que estão em jogo para, a cada momento, fazer a escolha certa, sempre em favor da pessoa e da Comunidade que está sendo atendida.
Em qualquer instituição, o chamado “atendimento ao público” é muito importante. Os especialistas em Relações Humanas chegam a afirmar que uma pessoa bem atendida conta sua experiência para outras duas ou três; porém, alguém mau atendido reclama e conta o fato para oito ou dez pessoas.
A Pastoral da Acolhida é muito mais do que o “atendimento ao público” de uma empresa. É um sinal de amor da própria comunidade e portanto, todo o cuidado com as palavras, com as decisões, é pouco.
A pessoa que assume este ministério da Pastoral da Acolhida deverá cultivar virtudes pessoais que a ajudam a ser simpática e acolhedora.
Há uma mística, uma forma de viver o Evangelho, que inspira o secretário e a secretária paroquial. A capacidade de manter sempre o diálogo cresce, quando comparamos nossa prática com a prática de Jesus, conversando com a mulher junto ao poço (Jo 4); com o homem do templo (Jo 3); com o jovem (Lc 18).
Quando o agente da Pastoral da acolhida faz crescer em sua vida as qualidades do diálogo, disponibilidade, atenção, prontidão, simpatia, etc., está se preparando para ser um secretário ou uma secretária paroquial; mas está, antes, cultivando a própria vida cristã. Está anunciando e testemunhando o Reino. A Pastoral da Acolhida é espaço para o evangelizador e a evangelizadora, porque evangelizar é comunicar (Doc. De Puebla 1063).
Os secretários e secretárias de comunidade, espalhados por todas as cidades, são agentes da pastoral; exercem uma missão que atinge, a cada dia, diretamente, perto de 80.000 pessoas no Brasil.
As várias pastorais e movimentos que constituem a vida da comunidade encontram na presença constante do plantão paroquial, um ponto de referência gerador de comunicação, articulação e animação.
Parte considerável da eficácia da coordenação de uma comunidade, pelo seu pároco, depende do bom desempenho da secretaria paroquial.
Junto com todas as forças vivas da comunidade, o agente da Pastoral da Acolhida é responsável pela imagem pública da Igreja.
Diante de tão grave e ampla responsabilidade, o agente de pastoral deve se preparar. Profissionalmente, deve se capacitar em organização e método, em informática e relações humanas; pessoalmente, procura desenvolver os talentos de sua personalidade no sentido da solidariedade e do diálogo; em fim, espiritualmente irá descobrindo cada vez mais a vocação missionária e evangelizadora que está como semente, em cada encontro que estabelece com os irmãos e com Deus.

PE. BENEDITO SPINOSA
Setor de Comunicação Social da CNBB


EDITORIAL

Amigas e amigos, secretárias e secretários paroquiais:

A CNBB, Pastoral da Acolhida, abre seus braços para acolher a cada uma e a cada um de vocês, que atuam longe ou perto, esperançosas(os), alegres, acolhedoras(es)... enfim a cada uma e a cada um que disse “sim”, feito o de Maria, ao nosso projeto de melhorar o acolhimento em nossas secretarias paroquiais. Grande é a nossa alegria pela repercussão que teve a nossa proposta e tentaremos, dentro das grandes limitações que temos, e contando com a preciosa ajuda dos Regionais da CNBB, respondermos aos anseios de tantas(os) secretárias(os) espalhados por todos os estados do Brasil.
Rumo ao Jubileu de Jesus Cristo, acolhedores ao Espírito, neste ano especialmente a Ele dedicado, precisamos juntar nossos sonhos e trabalhos, neste caminho em que Ele espalha sua enorme graça através da rica possibilidade que temos de acolher, no dia-a-dia, as vidas, diferentes e preciosas, de tantos que nos procuram nas secretarias paroquiais.
A articulação de nossos trabalhos, enquanto secretárias(os) é um dos nossos objetivos. Respeitando a individualidade de cada pessoa e de cada região, quais experiências podemos trocar, em que podemos ter unidade de ação? Apesar dos vários endereços, não podemos esquecer que somos uma só Igreja. O estarmos articuladas(os), trocando nossas experiências só nos fará crescer em todos os sentidos.
Cuidemos de nossa formação. Formação a nível pessoal, descobrindo lá no fundo de nós mesmas(os) as dádivas que o Pai nos deu e que ainda não cultivamos suficientemente, nossos dons, especialmente os da comunicação e acolhimento. E para que os cultivemos abundantemente, cuidemos de nossa formação profissional, buscando uma qualidade de atendimento que nos coloque à frente de todos os “ISO 9000...” por aí existentes. Ao lado disso, cultivemos nossa espiritualidade que nos mostrará se nosso trabalho está sendo desenvolvido não só como profissão, mas, principalmente, como uma vocação à qual Ele nos chamou de forma especial.
Nós, da Pastoral do Acolhimento, queremos ser animadores deste projeto mas precisamos contar com todas e todos os secretários e secretárias de boa vontade, que atuam como cartão de visita nas comunidades, e mais ainda, como porta aberta para tantos irmãos e irmãs, carentes daquela acolhida que os fará estar mais próximos do lugar, escolhido por excelência para ser a sementeira da Palavra de Deus.
Que o Divino Salvador e Sua Mãe sejam nossos inspiradores.

Contamos com você, seu estímulo, suas críticas.

Um abraço fraterno.

M. Aparecida Mulatto de Carvalho
Secretária da Paróquia Divino Salvador, Campinas.


COMO ATINGIR A SUA META

Muita gente quer atingir a meta sem ter saído do ponto de partida.
Querem chegar a alguma coisa sem ter feito nada para isso.
Há ainda os que caminham na direção contrária.
Em busca de alegria, alimentam-se de sensacionalismo mórbido.
• Querem a paz, mas buscam agitação e ruído.
• Querem a paz para o mundo,
mas introduzem a guerra em casa e na família.
• Querem desenvolver uma personalidade forte,
mas vivem amarrados aos convencionalismos sociais.
• Querem saber muita coisa sem nada estudar...
• Querem ser amados sem amar, sem aumentar o amor em seu coração.
• Querem ser ouvidos, mas não ouvem.
• Querem a saúde, mas envenenam o corpo e a mente.
• Querem que o mundo melhore, mas não melhoram seu pequeno mundo.
• Querem justiça, mas são injustos.
• Querem chegar a algum lugar sem sair do seu casulo.

Se você quer alcançar um fim, precisa usar os meios.
Se você quer atingir a meta, decida-se a partir!


A SECRETARIA, ALÉM DE SER UM TRABALHO PROFISSIONAL, É TAMBÉM UM TRABALHO PASTORAL
(Doc. 59, 20)

INTRODUÇÃO

A cada dia as relações humanas estão cada vez mais influenciadas pelos meios de comunicação, pela modernidade e a desenfreada tecnologia. Influência esta que, invariavelmente nos conduz a um comportamento anti-social e individualista. Cada indivíduo, no seu dia a dia, tem a preocupação vital em sobreviver, não dando muita importância ao conviver ou ao relacionamento com o meio em que vive. No entanto, nós - enquanto membros da comunidade cristã - nos preocupamos em promover o desenvolvimento das relações humanas.
Em vista dessa preocupação, devemos trabalhar as relações interpessoais, dando-nos a oportunidade de refletirmos sobre a auto-valorização e a ética profissional; a fim de tornar o ambiente de trabalho altamente prazeroso e produtivo. Temos também que nos sensibilizar para as necessidades do outro e as dificuldades do cotidiano, abrindo assim um canal eficiente de comunicação, entendimento, empatia... enfim, acolhimento!

O QUE É SECRETARIAR

O Aurélio define a palavra secretária como: uma mulher que exerce as funções de secretário e também, como uma “mesa” onde se guarda documentos importantes. A palavra secretário significa o indivíduo que transcreve atas de assembléia, escreve redações, organiza o funcionamento de uma reunião, assembléia, sociedade ou serviço administrativo... classifica, datilografa e redige correspondência.

ÉTICA PROFISSIONAL

Quando olhamos as pessoas ou coisas estamos constantemente fazendo juízos de valor. Esse objeto é bonito... Gosto muito de dias ensolarados... Detestei aquela aula, o professor não explicou direito a matéria... Esta caneta é ruim, pois falha muito...Acho que a Maria foi muito simpática te ajudando... Isso quer dizer que estamos fazendo juízos de realidade, dizendo que tal objeto, tal dia, tal pessoa... existem, mas estamos também fazendo juízos de valor pois descobrimos nessas realidades um conteúdo que mobiliza a nossa atração ou a nossa repulsa.
Nos exemplos dados, referimo-nos a valores que encarnam a beleza, a utilidade, a bondade. E esses valores são num primeiro momento herdados por nós, pois vivemos em uma determinada cultura que nos passa um conjunto de significações já estabelecidas por outros, de forma que aprendemos desde cedo como devemos nos comportar à mesa, na rua, diante de pessoas estranhas, como andar, correr... qual o padrão de beleza; que direitos e deveres temos. Conforme atendemos ou transgredimos certos padrões, nossos comportamentos são avaliados como bons ou maus... (juízos de valor). A ética profissional demanda o reconhecimento da atividade profissional a serviço da vida e do desenvolvimento humano. Tem a ver com a práxis - como ação e relação para o outro como outro, como pessoa, como sagrado, como absoluto. Ou seja, tem a ver com a responsabilidade e o respeito à dignidade daquele(a) a quem se está servindo... É a afirmação da nossa sensibilidade perante a existência do outro...

COMO EXERCER EFICIENTEMENTE SUA FUNÇÃO:

Para ser uma(um) secretária(o) eficiente é necessário cultivar alguns hábitos e valores que, com certeza, farão de você não só uma(o) profissional competente, mas também uma pessoa de sucesso! Eis aqui algumas “dicas” que a(o) ajudarão nessa empreitada:
• Vontade e disposição: esteja sempre disposta(o) para assessorar e acolher as pessoas;
• Faça de seu trabalho um fim para a sua realização: e não simplesmente um meio para sair da rotina doméstica, para mostrar que também sabe fazer alguma coisa, para conhecer bastante gente, etc.;
• Discrição: suas atividades envolvem muitos aspectos confidenciais, portanto, seja a mais discreta(o) possível;
• Objetividade: seja uma pessoa objetiva, precisa, prática em tudo; você exerce essa função para facilitar a vida das pessoas e para resolver problemas;
• Criatividade: encontre soluções desenvolvendo sua criatividade; ouse ser original;
• Lealdade: seja leal em tudo na sua paróquia;
• Respeito: saiba respeitar a estrutura de sua paróquia e a maneira de ser das pessoas;
• Iniciativa: sempre tome iniciativa para facilitar a rotina de todos;
• Dinamismo: execute sua profissão com alegria e disposição;
• Paciência: sempre conte até 10... você só tem a ganhar; seja uma pessoa assertiva e não agressiva;
• Pontualidade/Assiduidade: aprenda a planejar, organizar e controlar seu tempo; atrasos e faltas somente em casos de emergência;
• Relacionamento: relacione-se bem com todos, independentemente de sua posição hierárquica, valores culturais, situação econômica, etc.;
• Aparência pessoal: um fator muito importante, pois você representa a sua paróquia;
• Cultura: atualize-se sempre, permanentemente;
• A paróquia: conheça a paróquia onde você atua (serviços, pastorais, nome e função das pessoas, etc.);
• Autenticidade: procure ser sempre autêntica(o); seja você mesma(o)! Lembre-se que você tem valor, você é uma pessoa e, como tal, merece também respeito!

COMUNICAÇÃO

A necessidade de nos comunicarmos adequadamente: O desenvolvimento humano e o avanço das civilizações dependeram principalmente do progresso alcançado numas poucas atividades, como: a descoberta do fogo, a domesticação dos animais, a divisão do trabalho; mas, acima de tudo, da evolução dos meios de receber, de comunicar e de registrar o conhecimento e, particularmente, do desenvolvimento da escrita fonética. O ser humano é essencialmente um animal comunicativo; a comunicação constitui uma de suas atividades essenciais.
Quando pensamos em comunicação estamos nos referindo a algo que é transmitido de uma pessoa para outra. Essa transmissão pode se dar de várias formas: verbal, gestual e escrita. Sendo assim, temos que pensar também, que muitas vezes comunicamos “algo” para as pessoas sem nos darmos conta do que estamos comunicando, pois quando estamos irritadas(os) a nossa fala é mais agressiva, ríspida e seca. Nossa postura se torna mais tensa e agitada, nossa escrita fica truncada e confusa.
Como secretárias(os) paroquiais, temos que zelar pela “comunicação” que estabelecemos com os outros pois além de exercermos uma profissão, também formamos a Pastoral do Acolhimento. Assim sendo, somos responsáveis por “assumir atitudes concretas de acolhimento... com gestos e testemunhos significativos e envolventes”(Doc. 59, n* 20)

Como falar ao telefone

O telefone é um dos melhores instrumentos da comunicação.
Infelizmente a(o) secretária(o) inexperiente muitas vezes não sabe a diferença que existe entre o uso social e comercial de um telefone.
Eis alguns “toques” para a utilização correta desse instrumento eficaz.

As pessoas com quem você fala através do telefone formam uma imagem de você, de sua personalidade, do tom da sua voz e da maneira de falar. Julgando você, elas poderão também tender a julgar seus superiores e sua paróquia. “A primeira impressão é a que fica”.
• Atenda ao primeiro toque. Se não for possível, dê uma explicação breve e desculpe-se. O telefone que fica tocando interminavelmente, dá a impressão de descaso.
• Esteja pronta(o) para falar quando fizer ou receber um chamado.
• Não diga “alô”. Um “alô” pouco informativo dá uma impressão de ineficiência tanto da pessoa que está respondendo ao chamado, como da sua paróquia.
• Identifique-se. Diga o nome da sua paróquia e o seu nome. Peça para seu interlocutor identificar-se.
• Ao atender, tenha “um sorriso na voz”. Um modo simples de imprimir à sua voz um tom simpático é: um momento antes de levantar o fone, sente-se ereta(o) e sorria. Este pequeno esforço fará um mundo de diferença na sua voz para a pessoa do outro lado da linha.
• Você sabe como é sua voz ao telefone? Que tal gravar sua voz fazendo de conta que está falando ao telefone com uma pessoa fictícia?
• Nunca segure o fone com o ombro. Ao segurar o fone, mantenha-o a cerca de 5 cm de seus lábios. É a distância ideal para não causar vibrações com o toque dos lábios ou para que suas palavras não soem muito distante.
• Use termos fáceis de serem entendidos. Simplifique. Não tenha medo de usar seu queixo, sua língua e seus lábios para pronunciar os sons perfeitamente. O uso apropriado do aparelho fonador é o único meio de falar direito.
• Evite falar muito devagar ou muito rápido. Evite monotonia. Varie o tom de sua voz ao pronunciar certas palavras, mas não varie o volume. Não fale alto demais.
• Faça pequenas pausas para dar ênfase a palavras importantes.
• Evite termos de intimidade como “bem”, “querido”, “meu amor”.
Seja sempre gentil e utilize expressões do tipo “pois não”, “obrigada(o)”.... Nunca use um tom frio, mas evite bate-papos sociais.
• Evite gírias. Aprimore seu português.
• Evite chamadas pessoais. Se imprescindível, seja discreta(o) e rápida(o). Desencoraje amigos e familiares a lhe telefonarem para a secretaria. Muitas chamadas pessoais tornam-se sério problema em qualquer escritório.
• Se a ligação não for para você, passe-a para a pessoa desejada. Não boicote telefonemas.
• Se o seu interlocutor precisar esperar na linha, diga-lhe quantos minutos demorará. Se a procura da informação demorar mais que o previsto, avise a pessoa que você não a esqueceu e ainda está resolvendo seu caso. Quando voltar ao telefone, não fale muito depressa. Agradeça-lhe por ter esperado.
• Número “errado”: você deve ser tão cortês como é para com qualquer outra pessoa que liga para sua paróquia. Tenha sempre boas maneiras.
• Não confie na memória. Tenha sempre à mão lápis e papel. Tenha sobre sua mesa uma lista dos telefones mais usados. Procure também ter por perto todos os dados necessários para a conversa.
Anote cuidadosamente os recados a serem transmitidos, não se acanhando se tiver que pedir para que o interlocutor repita ou soletre palavras que você não entendeu. Nunca transfira uma ligação só para se ver livre.
• Mantenha registro de seus telefonemas interurbanos. Ao receber ou fazer uma ligação interurbana seja breve
• Quando ligar para um número e não atender, desista após o terceiro toque e ligue depois.
• Evite passar ligações para seu superior quando ele estiver em reunião ou atendendo alguém. Em caso de emergência, escreva-lhe um bilhete. Cuidado ao passar uma ligação para seu superior, quando este estiver atendendo alguém. Nem sempre o interlocutor quer ser identificado por outras pessoas, por sua conversa ser confidencial.
• Procure saber com seu superior se ele poderá atender ou não ligações. Procure saber também se ele quer que o interlocutor se identifique para você, mas evite dizer que ele não está após saber o nome do interlocutor, pois você poderá dar a impressão de que seu superior não quer atender a ligação.
• Não interrompa bruscamente a conversa. Seja paciente e ouça com atenção. Afinal você está lidando com pessoas e transmitindo a imagem da sua paróquia. Despeça-se gentilmente.
• Evite fornecer informações sem autorização. Seja discreta(o), fale apenas o necessário. Lembre-se de que muitos assuntos são sigilosos. Seja ética(o). Respeite a vida particular dos sacerdotes e demais pessoas com as quais você convive.
• Não dê informações erradas. Explique que a pessoa certa para informar está ausente e peça para retornar a ligação. Transmita boa vontade e simpatia.
• Evite os “achismos” e falar a partir do seu julgamento.
“Julgar os outros é perigoso. Não tanto pelo que podemos cometer a respeito eles, mas pelo que podemos revelar a nosso respeito” (Voltaire)

Fontes: - Arquidiocese de Campinas - “Projeto Secretárias”
Vera Lúcia Soares Chvatal - Maria Eugênia e Mariana Radomile
Informações: Fone /fax (019) 2516212 – M. Aparecida
Fone: (019) 2317122 – Nadir
e- mail: arqcamp @ correionet.com.br


PASTORAL DA ACOLHIDA (PA)
DENTRO DO PRNM (Projeto de Evangelização "Rumo ao Novo Milênio")

A secretária e o secretário paroquial assumindo a missão de agente de pastoral dentro do Projeto Rumo ao Novo Milênio.

MELHORE A AÇÃO EVANGELIZADORA DE SUA COMUNIDADE com a assessoria própria de um agente da Pastoral da Acolhida (PA), procurando a boa comunicabilidade, habilidade de relacionamento interpessoal e o desembaraço na utilização dos recursos técnicos para o melhor desenvolvimento de seu trabalho.

DESCUBRA UMA IDENTIDADE NOVA EM SEU TRABALHO NA SECRETARIA PAROQUIAL. É necessário entender o que significa o “Projeto Rumo ao Novo Milênio” e inserir-se neste esforço que toda a Igreja no Brasil faz para uma nova evangelização inculturada, comprometida com os sonhos do homem e da mulher de hoje. A comunidade tem novas expectativas sobre o seu trabalho de plantão paroquial. O seu atendimento tem significado novo para a presença da Igreja na sociedade – é um ministério missionário.

GARANTA A SUA ATUAÇÃO COMO AGENTE DA PA assumindo, com alegria e generosidade, desafios novos da evangelização. Por isso, é necessário conhecer, cada vez melhor, a realidade da Igreja e da sociedade e, ao mesmo tempo, conhecer as características e os serviços de sua paróquia. Prepare-se tecnicamente para agilizar os trabalhos de seu dia-a-dia: informática, arquivos modernos e novas formas de organizar as anotações para se comunicar com as várias pastorais e movimentos de sua comunidade. A PA não é passiva; é uma assessoria de todas as pastorais da paróquia e a todas as pessoas da comunidade.

NOVO PAPEL DA PA

Na Igreja – povo de Deus – cada vez mais cresce a necessidade de chamar a todos como corresponsáveis pela missão de evangelizar.
O Projeto Rumo ao Novo Milênio é uma resposta da Igreja do Brasil ao convite do Papa João Paulo II para preparar o Jubileu do Mistério de Cristo – ano 2000. O centro deste projeto está na revalorização da missão dos leigos. Na Igreja, no terceiro milênio, o leigo não pode ser tratado como “ajudante” do padre ou como pessoa que só é chamada para desenvolver certas funções ou operações conforme os superiores “mandam”.
Todos somos Igreja! Todos somos responsáveis!
Esta valorização da corresponsabilidade exige uma nova posição também do secretário e da secretária paroquial. Passa de uma função operacional, com tarefas limitadas para uma missão corresponsável pela evangelização.

AGENTE DA PA – O QUE SIGNIFICA?

Quando a comunidade reconhece que um de seus membros é agente da pastoral é porque a comunidade percebe que ele é responsável por uma parte da missão pastoral da própria comunidade. O agente da pastoral procura ter habilidade para exercer a sua missão que pode ser liturgia, catequese ou liderança de grupo. O mesmo deve acontecer com o agente da PA.
Quais são as habilidades necessárias para o agente da PA em determinada comunidade?
Para cada circunstância teremos respostas diferentes. Além das habilidades cada vez mais desafiadoras da própria rotina para o bom atendimento à comunidade, existe, também, o papel empreendedor do agente da PA.
A atenção generosa que coloca para perceber as necessidades do dia-a-dia fará que a sua atuação sempre se renove, não se acomode à rotina burocrática.
Reconheça os horizontes amplos que se abrem para você, agente da PA.

VALORIZANDO O TRABALHO EM MUTIRÃO

Todos reconhecemos o valor do trabalho em equipe. Quando há um bom relacionamento na comunidade paroquial, os poucos recursos disponíveis rendem e tudo pode dar certo.
O agente da PA, em seu trabalho na secretaria paroquial pode colaborar muito para a vida de comunhão da comunidade.
O agente da PA deve estar preparado para trabalhar com pessoas diferentes, deve ajudar na inte-relação com os coordenadores das atividades da paróquia e auxiliar também na relação da paróquia com o povo em geral. É preciso preparar-se para esta missão, pois o testemunho da fé acontece a partir da vivência da comunidade. O agente da PA é um facilitador das relações interpessoais da comunidade.
No atendimento ao público, ao levar e trazer informações da comunidade, o agente da PA deverá apresentar maturidade emocional que transmita segurança e facilite o sucesso do trabalho da comunidade.
Por estar bem informado e por compreender bem o projeto de evangelização da sua comunidade, o(a) secretário(a) paroquial tem maior autonomia e, portanto, maior responsabilidade.
A missão do agente da PA não se reduz a preencher e repetir informações. Ele faz acontecer o trabalho em equipe, potencializa os recursos da comunidade, aumenta a capacidade evangelizadora da paróquia.

O TRABALHO DA(O) SECRETÁRIA(O) E O PÁROCO

O agente da PA deve coordenar o próprio trabalho a partir do claro entendimento das prioridades estabelecidas pelo Conselho de Pastoral Paroquial (CPP). Caso estas prioridades não estejam claras, é hora de ajudar nesta seleção de metas e projetos da comunidade, oferecer informações e sugestões que ajudem a paróquia a se posicionar com clareza diante da comunidade.
Por exemplo, o agente da PA deve estar bem preparado a ponto de saber como e quando exigir ou dispensar a cobrança de uma taxa, aceitar ou não, naquele momento, a inscrição para um sacramento. Não é só uma aplicação de normas. O agente será responsável por decisões tomadas corresponsavelmente. Por isso, deve conhecer os processos e contribuir em toda a ação evangelizadora da paróquia.
O trabalho da(o) secretária(o) pode ajudar também no momento em que um grande evento (por ex.: festa do padroeiro) absorve toda a atenção de todos. Neste momento, é o agente da PA que mantém viva a lembrança de tantos projetos paralelos e compromissos de rotina que não podem ser esquecidos.
O perfil do novo agente da PA exige mais autonomia. Por isso deve ter mais preparo e mais coragem.
O agente da PA pode ajudar o pároco e os coordenadores a priorizarem as tarefas e os projetos de acordo com o contato direto e privilegiado que mantêm com a comunidade.
O agente da PA pode ajudar o pároco e os coordenadores a dizerem “não”, deixando claro para a comunidade, a coerência e as prioridades que foram construídas por todos.
A PA é uma atitude de serviço como propôs Jesus na última ceia. Estamos redescobrindo a dignidade, amplitude desta missão de comunicação e comunhão. Em cada paróquia, você, secretária(o) paroquial, tem uma missão muito especial!

Pe. Benedito Spinosa, sdb
Assessor nacional - CNBB


RUMO AO NOVO MILÊNIO E NOSSO TRABALHO NAS SECRETARIAS DAS IGREJAS

Como celebrar o Jubileu?
Acolher Cristo, agradar a Deus, celebrar o Jubileu... tudo isso tem dois aspectos:
- por um lado, olhar para Cristo de modo renovado e deixar que a riqueza de sua luz ilumine o nosso tempo;
- por outro lado, olhar para nós, para nossas atitudes com Deus, com o próximo, com a natureza e fazer que, à luz de Cristo, reconheçamos nossos pecados e omissões e testemunhemos, com novo ardor, a nossa fé.” (Rumo ao Novo Milênio, Ed. Paulinas, 9).
Este olhar para o próximo requer que tenhamos maior atenção ao relacionamento interpessoal, que brota, particularmente, no atendimento às pessoas nas secretarias de nossas igrejas.
No nosso trabalho em equipe este relacionamento interpessoal ditará, com toda a certeza, o sucesso ou fracasso das nossas atividades. Exige um código de ética que devemos levar em conta:

1. A conquista do próprio espaço depende da capacidade e da oportunidade de cada um.

2. Cada agente de pastoral faz parte de uma engrenagem, na qual cada peça é responsável pelas demais.

3. A fofoca, difamação do outro, gera o próprio descrédito.

4. Erros são comuns no ser humano, e jamais devem ser comentados em público ou na ausência da pessoa alvo dos comentários.

5. Ridicularizar as pessoas é atestado de insegurança.

6. O voto de confiança deve ser a base de toda ação, até provar em contrário.

7. A supervalorização do próprio trabalho leva ao desconhecimento do valor da equipe.

8. O mérito, a dedicação e a iniciativa dos outros devem ser sempre ressaltados. Servem como estímulos.

9. Estimule o espírito de equipe. Evite “panelinhas”.

10. Não se canse de dizer “obrigada” e “desculpe”.
“O trabalho em equipe será muito mais fácil se cada um tiver a boa vontade e a humildade necessárias para ver no outro, não um rival, mas alguém como si próprio, com possibilidades e limitações, cheio de expectativas e com grandes medos, detentor da maior esperança e vivendo a insegurança. Haveria, então, a certeza do “eu” e do “tu” formarem o “nós” amigo e batalhador, numa conquista séria e digna, de acordo com a capacidade demonstrada individualmente, a partir do que é esperado de cada equipe de trabalho”, . (“Profissão: Secretária” – Marly Mendes Ribeiro – Edit. Ortiz, 1990). Assim sendo, também poderá acontecer em cada pastoral paroquial.


Você, agente da PA, leve em conta estes mandamentos. Eles muito o(a) ajudarão junto ao seu trabalho com as equipes paroquiais:


Dez mandamentos das Relações Humanas

1. FALE com as pessoas.
Nada há tão agradável e animado quanto uma palavra de saudação, particularmente hoje, que tanto precisamos de sorrisos amáveis.
2. SORRIA para as pessoas.
Um sorriso não custa nada para quem o dá e faz um grande bem a quem o recebe. O sorriso dura um instante, mas suas conseqüências podem durar uma eternidade.
3. CHAME as pessoas pelo nome. A música mais suave para muitos ainda é ouvir o próprio nome.
4. SEJA AMIGO e prestativo.
Quem não o é, não faz nem conserva amigos.
Se você quiser ter amigos, seja amigo.
5. Seja CORDIAL E SIMPLES
Coloque o coração em primeiro lugar. Fale e aja com toda sinceridade: tudo o que você fizer, faça-o com todo o prazer.
6. INTERESSE-SE sinceramente pelos outros.
Lembre-se que você sabe o que sabe, porém não sabe o que os outros sabem. Seja, sinceramente, interessado pelos outros.
7. Seja GENEROSO em elogiar, cauteloso em criticar. Saiba encorajar, dar confiança, elevar os outros. Cale-se quando você notar que alguém errou.
8. Saiba CONSIDERAR OS SENTIMENTOS dos outros. Existem três lados numa controvérsia: o seu, o do outro, e o lado de quem está certo.
9. RESPEITE A OPINIÃO DOS OUTROS Ouça, aprenda. Não procure impor suas idéias.
10. Seja DISPONÍVEL Ajude com alegria que precisa de seus préstimos. O que vale na vida é aquilo que fazemos pelos outros.
11. FAÇA TUDO DA MELHOR MANEIRA.
Servir bem é o verdadeiro sentido da vida.

TODA AMIZADE VERDADEIRA LEVA AO ENCONTRO COM DEUS.
NENHUMA AMIZADE HUMANA DURA,
SE DEUS NÃO ESTIVER PRESENTE!


Agora, veja cinco razões pelas quais o seu procedimento poderá estar afastando as pessoas das equipes paroquiais, da sua comunidade:

1. A estrela em potencial
Algumas pessoas são ótimas de palco, monopolizando reuniões, assumindo os créditos de projetos de outras equipes, capazes de roubar o mérito de qualquer um, até mesmo dos superiores. Outras pessoas são apenas mal orientadas. Não conseguem resolver problemas sem pressionar os outros; assumir riscos sem ficar alardeando sua coragem para meio mundo. Os dois tipos não percebem os problemas e a resistência que tais ações provocam: eis aí sua grande falha.
• Estrelas em potencial costumam subir depressa e cair ainda mais rápido. Ganham má fama, muitos inimigos e afastam agentes de pastoral bem intencionados.

2. A rebelde.
São aquelas pessoas que tentam driblar qualquer um que queira lhes dizer o que fazer. Ignoram todos os documentos da Igreja. Resistem até mesmo ao Direito Canônico.
• A maioria das pessoas não suporta por muito tempo este tipo de secretária(o).

3. A “explorada”.
Quer ver absolutamente delimitados todos os seus trabalhos na secretaria paroquial. Qualquer apelo para uma dedicação maior é motivo para reclamações. É a pessoa que se considera só uma profissional, esquecendo seu papel evangelizador.
• Pessoas assim, indisponíveis, afastam os agentes que mais trabalham e que precisam de pessoas dedicadas.

4. A “egocentrada”
É aquela que acha ser o centro do universo. O que conta são só suas opiniões. A sua maneira de fazer as coisas sempre deve prevalecer. E se os outros não enxergam essa evidência, fica furiosa.
• O resultado desta atitude, quase sempre, é uma frieza, um distanciamento das outras pessoas das equipes.

5. A “infantil”
São os “bebês profissionais”. Não têm iniciativa própria, sempre procurando aprovação, conselhos, assistência, incentivo. Desmontam quando criticados. Têm tanto medo de dar um passo em falso, que nada fazem sem consultar os superiores.
• Os superiores querem secretárias(os) que os mantenham informados, mas que também sejam auto-suficientes.

(Cf: Apostila – Senac)


Agente da PA, se você se vê em algum dos perfis acima, aí vão algumas sugestões de como mudar:

1. Mude de atitude
Considere cada agente de pastoral como um irmão e não como um freguês e queira tê-los todos ao seu lado. Observe o estilo de trabalho de cada coordenador e tente adaptar-se a ele.

2. Peça a opinião de pessoas próximas
Repare na maneira como você é tratada. Há impaciência, desinteresse, distância? Se esse for o caso, seu comportamento deve ter algo a ver com isso. Mas, como é difícil ser objetiva a respeito de nossos próprios hábitos, pergunte às pessoas de sua confiança o que elas acham que está provocando isso.

3. Mude suas expectativas
Em vez de ficar apática esperando apoio e aprovação, pense no que tornaria a relação com os agentes mais fácil. Então, atinja esse objetivo.

4. Veja o que pode fazer de forma diferente
Há inúmeras possibilidades - ouvir mais e reclamar menos, ser mais agradável, ter um “sorriso na voz”, demonstrar que é disponível. Então, faça essas coisas. Se “a primeira impressão é a que fica”, apagar uma imagem formada não é fácil, mas esforços de mudança costumam ser notados. E a vontade de tentar é sempre uma qualidade.

“O grande desafio para a Igreja, hoje, talvez não esteja fora, mas dentro dela mesma: viver de tal modo o Evangelho que ele seja uma mensagem atraente para os homens e mulheres de hoje. Que essa mensagem seja autêntica, fiel à doutrina, responda às grandes interrogações do mundo de hoje e que seja acreditável, pelo anúncio do Evangelho fundamentado na vivência e no testemunho.
Inspirada nesses critérios, dócil ao Espírito de Deus, articulando e alimentando reciprocamente a comunhão e a missão, a Igreja no Brasil convoca agora todos os cristãos (especialmente os agentes da PA) para este novo Projeto de Evangelização, que visa especialmente alcançar os que estão mais afastados da comunidade eclesial. Consciente de que o êxito deste projeto depende da livre acolhida que cada pessoa (cada agente da PA) der à palavra e à graça de Deus, a Igreja confia em que muitos atendam ao apelo de Jesus: ‘O Reino de Deus já chegou, convertei-vos e crede no Evangelho’ (Cf. Mc 1,15)”, (R.N.M. Ed. Paulinas).

Você, agente da PA, já percebeu que você é o primeiro contato com a Igreja, de muitas pessoas que, ou estão afastadas há muito tempo, ou estão entrando pela primeira vez na Igreja? Já refletiu sobre a sua responsabilidade? A sua atitude, o seu acolhimento tem incentivado um novo retorno destas pessoas à Igreja? Ou, ao contrário, é motivo para um afastamento definitivo delas?
O próprio Jesus definiu sua missão: “Evangelizar” (Cf Lc 4,18-19). A Igreja é o sacramento-sinal de Jesus. Portanto, ser Igreja é assumirmos, também nós, hoje, a missão de evangelizar, continuando a obra do Mestre.
“No limiar do Terceiro Milênio do cristianismo, há uma vigorosa interpelação às nossas Igrejas particulares, paróquias, comunidades, (agentes da PA), para dar graças a Deus pelo Evangelho que recebemos e, ao mesmo tempo, prosseguir na missão de evangelizar com novo ardor, novos métodos e novas expressões diante de enormes desafios: a pobreza e a exclusão social, a secularização, o indiferentismo e o ateísmo prático, o diálogo com as culturas não cristãs e inter-religioso” (RNM, Ed. Paulinas).


Secretária(o), lembre-se sempre: você é uma(um) agente de evangelização, missionária(o) de Jesus, num local privilegiado: a secretaria de sua comunidade.

NUNCA TE ARREPENDERÁS

• De teres refreado a língua, quando pretendias dizer o que não convinha
ou que não era verdade.
• De teres formado o melhor conceito sobre o proceder de outrem.
• De teres perdoado aos que te fizeram mal.
• De teres contribuído para o sustento da tua Igreja
e obras de beneficência.
• De teres cumprido pontualmente tuas promessas bem pensadas.
• De teres suportado com paciência as faltas alheias.
• De teres dirigido palavras bondosas aos tristes.
• De teres simpatizado com os oprimidos.
• De teres pedido perdão por falta cometida.
• De teres recusado ouvir calúnias e difamações.
• De teres alimentado, com prazer, pensamentos e conversas edificantes.
• De teres dedicado, pelo menos 10 minutos por dia, a uma boa leitura.
• De teres pensado antes de falar.
• De teres honrado a teus pais e superiores.
• De teres sido cortês e honesto em tudo e com todos.
• De teres reconhecido tua ignorância, abrindo-te ao conhecimento.
• De teres buscado a perfeição na realização do teu trabalho.
• De teres ficado bem firme na fé, apesar dos contratestemunhos.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

A ACOLHIDA NAS CELEBRAÇÕES

Pe. Marcelino Sivinski
Sempre mais em nossas celebrações vão acontecendo acolhidas fraternas, carinhosas e marcadas pela alegria. Pessoas na entrada da igreja ou capela acolhem bem os irmãos e os saúdam com simpatia e prazer, dando uma atenção especial às crianças, aos idosos e às pessoas com deficiência. Entregam folhas de canto, velas, flores, fitas e outros objetos que serão utilizados na celebração. Muitas vezes, é uma equipe de acolhida que em nome da comunidade assume esse serviço, inspirada na atitude da Mãe de Jesus, nas bodas de Cana, não permitindo que nada falte para que a oração transcorra num clima tranqüilo e participativo.
Não faz muito tempo, recebi uma carta muito significativa do Rubens Pereira de Paula, escrevendo o seguinte: Com o devido respeito, peço vênia, para fazer uma sugestão, que no meu modo de entender, talvez possa em longo prazo, atrair mais fiéis para a nossa Igreja. Assistimos às celebrações da Igreja católica e aceitamos as diferentes formas de ritos, nos quais já estamos acostumados, talvez, desde que como eu, do nascimento há 75 anos, que indiscutivelmente são belíssimos e de conformidade com os ensinamentos da Sagrada Escritura. Entretanto, entendo que deveria ser acrescentada, principalmente, nas celebrações das santas missas, uma colhida mais humana do celebrante, que, queiram ou não, exerce a liderança de fato na comunidade. Essa acolhida consistiria numa congratulação com os presentes, que ali foram para rogar, agradecer, orar deixando de lado as atribulações cotidianas, enfrentando o mau tempo, transporte, enfermidade e outras coisas, para ali estar junto aos irmãos.... Um agrado para muitos que pelos mais diferentes motivos estão ali presentes. Aí sim, após essa acolhida humana, iniciar a celebração, em nome do Pai... Como fazem a maioria dos sacerdotes, é muito formal, insípida e não atrairá ninguém para o nosso culto. Respeitosamente....
Agradeço de coração pela avaliação e pelas sugestões do senhor Rubens. Na verdade, precisamos rever a acolhida, investir em equipes e no jeito de acolher as pessoas e no modo de constituir a assembléia para a celebração.
É Deus mesmo que nos reúne e acolhe em seu amor pelos gestos, pelo olhar, pela saudação e pela acolhida dos ministros e da equipe de acolhida. Através deles Deus quer manifestar a sua ternura, o seu carinho e a sua alegria de Pai que acolhe seus filhos e suas filhas.
Nós somos o povo de Deus, corpo de Cristo e templo do Espírito Santo. Em cada rosto e olhar é Cristo que nos acolhe. Em cada abraço e aperto de mão somos recebidos pelo Senhor. As pessoas, pouco a pouco, vão chegando para a celebração e a presença e a ação do Espírito vão juntando os corações e criando laços que nos entrelaçam com Ele, com os irmãos e com o Pai. Por isso, em cada celebração dizemos: Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
O Cristo ressuscitado nos acolhe e nos comunica a sua força pascal através da acolhida dos irmãos. Nós comunicamos a vida do Ressuscitado às pessoas no gesto de acolhimento.
Os ritos iniciais têm como objetivo a acolhida humana, simples e fraterna. A acolhida é o começo da celebração e deve ajudar a criar o clima de oração. Deve motivar a abertura do coração para o encontro Deus. A acolhida reúne as pessoas no carinho de Deus e cria na força do Espírito Santo a assembléia litúrgica.A acolhida bem feita e a celebração participada nos ajudam a vivenciar o que está escrito na carta aos Efésios: Vivendo segundo a verdade, no amor, cresceremos sob todos os aspectos em relação a Cristo, que é a cabeça. É dele que o corpo todo recebe coesão e harmonia, mediante toda sorte de articulações e, assim, realiza o seu crescimento, construindo-se no amor, graças à atuação devida a cada membro (Ef 4,15-16).

Perguntas para reflexão pessoal e em grupos:
1) Como é feita a acolhida ao povo em nossas celebrações?
2) Quem nos acolhe na pessoa dos ministros e das pessoas da equipe de celebração?Portanto, o que é preciso fazer para garantir uma boa acolhida nas celebrações?

Acolhimento

"Quero a alegria de um barco voltando!!!
Quero a ternura de mãos se encontrando!!!"


(Dolores Duran, em "A Noite do Meu Bem")

Benedicto Ismael Camargo Dutra


Nunca como agora o acolhimento caloroso se tornou tão necessário na vida dos seres humanos tão desgastados pela aspereza e falta de amor com que se reveste a vida moderna. Desconfianças e ressentimentos impedem o desabrochar do alegre e espontâneo acolhimento que se oferece como uma flor àqueles que nos são caros.
A partida! A chegada! O encontro! O calor de mãos se encontrando. A alegria de sermos alegremente recebidos com sorrisos espontâneos. Quanta beleza humana contida na simplicidade desses atos. E no entanto eles se tornam cada vez mais raros de serem observados, mesmo em ambientes onde apenas a amizade e a compreensão deveriam imperar. O que se passa com o ser humano que não mais consegue vivenciar a simplicidade da vida?

O lar é o ponto central do acolhimento. É nele que a mulher mostra o que a distingue do homem construindo um ambiente hospitaleiro para o caloroso acolhimento dos seus. O lar é o refugio onde corpo e alma se recuperam das hostilidades que dominam o ambiente externo. O lar deve propiciar sentimentos elevados, como a gratidão ao Altíssimo Todo-Poderoso. Contudo o lar humano nem sempre se apresenta como deveria ser, dominando as incompreensões e a amargura, mesmo estando equipado com dispendiosos e modernos utensílios para oferecer
conforto e beleza. Nada pode substituir o amor, a amizade e a verdadeira consideração humana.
O grande entrave na comunicação entre os seres humanos está ligado, na maioria das vezes, à desconfiança, ao medo e ao individualismo egoístico. Muitos escondem a sua verdadeira face e o seu real propósito, dissimulando com conversas animadas, para desguarnecer a vigilância espiritual do próximo, pois a intuição, a voz do espírito não se deixa enganar. A comunicação leal e sincera torna-se difícil. Nesses casos intervém também o orgulho e o medo de que algo lhes
possa ser tirado, ou que o outro possa chegar primeiro ao objeto de sua cobiça. Isso tudo resulta do pendor dominante de invejar o que o outro possui.

É no ambiente de trabalho que passamos grande parte de nosso tempo. É muito importante a atuação daqueles que exercem cargos de comando ou chefia, pois se não apresentarem claramente uma postura de serenidade e real confiança, acabam instabilizando o grupo. Lealdade e franqueza deveriam ser os principais atributos transmitidos, eliminando-se o descrédito, a apatia e os ressentimentos, inspirando uma visão compartilhada, fazendo com que o grupo acredite em seus objetivos. Então, com a coragem e a alegria robustecidas, surgirão as equipes vencedoras. É evidente que entre os membros dessas equipes haja o bom entrosamento e o caloroso acolhimento como fato natural. O encontro sempre será uma alegria, uma oportunidade a mais para dialogarem sobre os seus alvos comuns. Mas hoje não há mais diálogo porque os seres humanos ocultam os seus objetivos pessoais, nada deixando transparecer. Freqüentemente se observa o isolamento das chefias. Elas se mantém afastadas evitando o comprometimento, não raro encaminhando as suas proposições de forma determinante e autoritária, sem demonstrar o
envolvimento pessoal. Não se expõem temendo prejudicar a sua imagem, mas assim não colhem as experiências que os erros também propiciam, como também não mostram a sua face humana para os seus liderados que, inconscientemente, passam a temê-las ao invés de oferecerem a
espontânea colaboração por respeito e admiração. No livro “Escola de Resgate de Líderes”, J. A. Nobre, recomenda “que seja empregada a liderança situacional, cuja essência está no líder
escolher o estilo de liderança mais adequado para cada situação vivenciada junto a sua equipe, pois o emprego da liderança autoritária continuadamente enseja conseqüências desagradáveis como por exemplo: os colaboradores praticamente não participam, ou seja, não se expõem, não dão sugestões; para que qualquer tarefa seja realizada, o chefe tem que mandar; ninguém toma a iniciativa para realizar um trabalho ou solucionar qualquer problema; o chefe necessita estar permanentemente observando o trabalho de seus comandados, pois caso contrário a tarefa não será realizada; as pessoas tornam-se submissas, apáticas e isso gera um ambiente frio e
desagradável. No entanto, a liderança autocrática, em algumas circunstâncias, é extremamente recomendada e até torna-se imperiosa a sua utilização.” Quantas empresas não desapareceram exatamente por isso? É muito difícil de se dizer. O mais flagrante desastre provocado pelo insensível autoritarismo nos foi dado pelo desmanche da União Soviética. Mas, "os indivíduos precisam se sentir parte do trabalho. Uma participação real em algo maior do que eles, um toque de realização espiritual. Devem voltar os olhos internos e externos para horizontes maiores. Nossos corpos podem estar presentes no trabalho, mas nossos corações, nossas mentes e nossa imaginação podem estar neutros ou comprometidos com outros lugares. Para ter uma convicção
inabalável, trabalhar de corpo e alma, é preciso enxergar a vida e o trabalho como uma peregrinação." (“Cruzando o Desconhecido”, David Whyte, Edit. Negócio)
O significado disso é que sem o emprego da intuição nunca poderá surgir um trabalho de real valor, pois ela é a expressão do espírito desperto, e para isso os chefes também deverão contribuir em relação aos seus subordinados, permitindo-lhes compartilhamento na escolha
dos caminhos e na respectiva responsabilidade, pois só na atividade consciente o indivíduo poderá desenvolver e fortalecer a própria intuição. Sentindo-se participante e envolvido, espontaneamente oferecerá o melhor de si ao trabalho e ao chefe. Mas para tanto os chefes deveriam ser profundos conhecedores das Leis da Criação, para comandarem amparados na energia que delas emana, construindo e beneficiando tudo ao seu redor, oferecendo confiança e consideração ao invés do medo das represálias.